| O Papel da Consultoria no Planejamento das Empresas
De que forma as consultorias podem trazer mudanças às companhias que almejam por mudanças.
Encontrar o caminho correto a percorrer rumo à conquista de clientes, lucro e conseqüência sucesso no mercado é uma tarefa muito mais complexa do que se possa imaginar. Tanto às empresas com pouco tempo de existência quanto aquelas que já têm nome atrelado à tradição se deparam com sérios desafios pela frente quando o assunto é o planejamento para ações diferenciadas objetivando inovações. Atividades um tanto quanto simples como, por exemplo, identificar pontos que requerem mudanças, novos percursos e diminuição de gastos nem sempre são ações de fácil assimilação para quem convive diariamente com tais questões e não consegue enxergar o que necessita ser modificado. Num segundo plano, mesmo que esses pontos sejam delimitados, saber agir de forma pertinente nessas situações é um processo ainda mais delicado. Em muitos casos, independentemente do tamanho que as organizações venham a apresentar, elas não conseguem apontar em seu quadro interno de colaboradores profissionais capazes de colocar em prática essa revolução a que tanto buscam. Ou então, mesmo com a exigência de um grupo gabaritado, as estratégias não são agregadas com êxito devido as inúmeras variáveis existentes, tais como a inexperiência na ampliação de novos projetos dentro do segmento e relacionamento interpessoal dentro das empresas que pode estar em conflito e impossibilitando que as alterações sejam incorporadas às companhias. É esse o exato momento em que as empresas de consultoria entram em cena figurando como alternativas para que as idéias das organizações sejam colocadas em prática da melhor maneira e que o resultado dos procedimentos seja plenamente satisfatório classificado como “sucesso”. Os consultores trabalham como aliados das companhias, com o objetivo de apurar os problemas que as empresas trazem e quais são as melhores opções para que elas alcancem níveis elevados de crescimento e destaque no mercado. Porém, o primeiro grande passo a ser dado pelas organizações é definir qual será a empresa de consultoria contratada, porque uma escolha malfeita pode acarretar em desperdício de investimento e até em danos irreparáveis às companhias. O fundamental nesse instante é ficar atento ao histórico da possível consultoria a prestar serviços. Ter exemplos de resultados positivos a seus antigos clientes demonstram a seguridade com que se irá trabalhar, deixando toda e qualquer preocupação para outro instante. “A consultoria deve apresentar seu histórico de competência, mostrando grande quantidade de cases de sucesso, se comprometer formalmente aos resultados prometidos, demonstrar solidez financeira, situações tributárias e trabalhistas limpas e, até se possível, oferecer ao cliente uma multa futuro, aquilo que até então não existe e precisa ser garantido”, pontua Oceano Zacharias, diretor da Quality Consultoria. Outra dica a quem necessita desse tipo de trabalho é a indicação. “O cliente sempre busca entre seu rol de amigos e parceiros a indicação de quem desenvolve aquilo que ele está precisando”, acrescenta Eduardo Rariz, da Vero Treinamento Empresarial. Outro fator que deve ser avaliado é o custo x benefício dos serviços a serem prestados. Um projeto com um valor monetário classificado como “o mais barato” pode vir a representar um fracasso em sua execução. “Bons profissionais custam caro em todos os ramos de atividade. Escolher um consultor equivale a escolher um médico para fazer uma cirurgia delicada. As conseqüências de uma má nomeação podem não ter volta”, alerta o superintendente da HGB Consultoria e Gestão, Boanerges do Amaral Couto. Estabelecida a consultoria a trabalhar, o segundo passo é a identificação de quais os problemas que as companhias enfrentam. Cada empresa possui seus problemas particulares. Todavia, existem situações tidas como “clássicas” na temática da gestão, como revela Jeter James Butturi, da Focus Assessoria. “Alguns exemplos de problemas são: implementação ou ampliação das instalações de uma unidade de operação, atualização do sistema de gestão por conta de uma nova normalização ou atendimento a requisitos legais; mudança estratégica da organização em função de fatores, tais como: tendência de mercado, ampliação tecnológica, mudança de corpo diretivo, entre outros”. Determinadas quais são as carências das companhias, é chegado o momento da estruturação do projeto a ser implantado. Para tanto, as próprias empresas contratantes realizam seus programas de planejamento, em que devem constar os pontos fracos que precisam ser corrigidos ou melhorados. Uma vez que o trabalho do consultor se limita a direcionar de que forma a companhia deve seguir, a empresa deve ter os seus componentes voltados para o aprimoramento das mudanças. “É extremamente importante ter o “pessoal-chave” da empresa envolvido no processo de avaliação junto à consultoria”, esclarece Adolfo B. Savelli, sócio-diretor da Logic Consultoria. Um grande aliado ao planejamento das empresas é o relacionamento com os clientes. João Lannes acredita que a gestão do relacionamento com o cliente vem ganhando importância de forma generalizada e tornou-se elemento indispensável em alguns segmentos. Para ele, a decisão de uma organização em implementar processos para gestão do relacionamento com o cliente significa, antes de mais nada, o reconhecimento dessa importância. Referência: Revista: Banas Qualidade – Ano XVII – Janeiro de 2008 – Nº 188. Páginas 28-31. Autor: Nathalie Gutierres. |